FACULDADE DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA -FCT
Campus de Presidente Prudente
Departamento de Geografia
A Saúde em Cotia: identificando problemas
Presidente Prudente, 2008.
FACULDADE DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA -FCT
Campus de Presidente Prudente
Departamento de Geografia
A Saúde em Cotia: identificando problemas
Disciplina: Geografia da Saúde
Docente: Raul Borges Guimarães
Discesonte: Barbosa de Oliveira
Presidente Prudente, 2008.
SUMÁRIO
Titulo......................................................................................................................
i
Autor......................................................................................................................
ii
1 – Introdução.........................................................................................................
03
2 – Breve Histórico do Município de Cotia ..............................................................
04
3 – Metodologia .....................................................................................................
05
4 – Caracterização do Município..............................................................................
06
5 – Conclusão .........................................................................................................
27
6 – Bibliografia ..............................................................................................................
29
Anexos.........................................................................................................................
30
1. Introdução
O município escolhido foi o de Cotia situado na Região Metropolitana de São Paulo, está localizado na microrregião de Itapecerica da Serra. A população estimada no censo do IBGE de 2007 era de aproximadamente 172.823 habitantes e a área é de 323,89 km², o que resulta em uma densidade demográfica aproximada de 54,77 hab/ km². O município se localiza as margens do Rio Cotia, afluente do Rio Tietê. Atualmente é considerada área de expansão dos bairros residenciais da Grande São Paulo na direção oeste. Também é conhecida como a “Cidade das Rosas” em virtude do Roselândia, um bairro a 7 km do centro urbano e por ser uma extensa área de cultivo de rosas e plantas ornamentais.
1.1 Localização de Cotia no Mapa
Fonte: Mapas Google.
Adaptado por Oliveira, A.B, 2008.
2. Breve Histórico do Município de Cotia
Um breve histórico do município de Cotia, fundado em 1580, por concessão de sesmaria, de acordo com registros existentes no Arquivo do Estado de São Paulo e nos arquivos da Torre do Tombo, em Portugal, o município de Cotia teve participação ativa nas Entradas e Bandeiras do Brasil, pois a cidade servia de dormitório aos viajantes e passagem para o Sertão, vários bandeirantes, entre os quais vale citar Fernão Dias, Manuel Esteves, Pero Dias e Antonio Bicudo, tiveram participação ativa na história do município. Em 1626, Raposo Tavares chega aos domínios de Cotia com a sua gente, desta época histórica, são testemunhos os Sítios do Mandú e do Padre Inácio, as residências rurais do século XVII, todas construídas de taipa e Pilão, ainda hoje existem no município e são visitadas regularmente.
Além deste patrimônio histórico, o município conta com recursos naturais e ecológicos, como é o caso da floresta do Morro Grande, a represa Pedro Beicht, além do Distrito de Caucaia do Alto, todas elas regiões de mananciais muito procuradas pelos adeptos do turismo ecológico.
Cotia se Emancipou Política-Administrativa em 2 de abril de 1856. Pelo censo de 1980, o município contava com mais de 62 mil habitantes, taxa essa hoje que esta por volta de aproximadamente 173 mil habitantes.
No tabela abaixo é possível ter um breve relato da caracterização do município.
Cotia
Ano
Município
Reg. Gov.
Estado
Área (Em km2)
2005
325
8.051
248.600
População
2007
184.719
19.586.265
41.029.414
Densidade Demográfica (Habitantes/ km2)
2005
537,09
2.376,16
160,70
Taxa Geométrica de Crescimento Anual da População-2000/2007 (Em % a. a)
2007
3,17
1,33
1,50
Grau de Urbanização (Em %)
2007
100,00
94,88
93,75
Índice de Envelhecimento (Em %)
2007
23,20
36,85
41,90
População com Menos de 15 Anos (Em %)
2007
27,56
25,05
23,97
População com 60 Anos e Mais (EM%)
2007
6,39
9,23
10,04
2.1 Cotia em números
Fonte: Fundação Seade,
O presente trabalho é um diagnóstico sobre a saúde no município de Cotia, tendo o objetivo de verificar quais são os problemas relacionados com a saúde no município, quanto o SUS (Sistema Único de Saúde) e o município gastam com saúde e se o município cumpre com a Emenda Constitucional 29 de 13 de setembro de 2000, que obriga todos os municípios a investir no mínimo 16% do seu orçamento em saúde.
O objetivo do presente trabalho é de dimensionar o tamanho dos problemas de saúde do município, comparando-o com a Região Metropolitana do Estado de São Paulo.
3. Metodologia
A metodologia usada foi pesquisa no banco de dados do SUS e da Fundação Seade, Site relacionados à Saúde e no Site do município e de conhecimentos próprio, pois sou natural da cidade.
As bases utilizadas do site do SUS foram do caderno de informações da saúde onde tem registrado todos os municípios brasileiros, o caderno de informações do SUS é uma importante fonte de consulta sobre indicadores de saúde dos municípios brasileiros e no caso do presente trabalho também foi usado para essa pesquisa dados da Fundação Seade, site que concentra informações sobre os indicadores de saúde, economia, educação e população de todos os municípios do estado de São Paulo, deste modo também passa a ser uma importante ferramenta na utilização de seus dados na obtenção de informações sobre a saúde no estado de São Paulo.
4. Caracterização do município
Ao analisar a tabela abaixo, é possível verificar através dos dados e indicadores dos anos de 2004, 2005, 2006 que o município vem aumentando as despesas com saúde por habitante, também pode ser visualizado que o município esta cumprindo com a Emenda Constitucional 29, logo esta cumprindo com a cartinha do governo.
4.1 Despesas do município com saúde nos anos de 2004 a 2006
Dados e Indicadores
2004
2005
2006
Despesa total com saúde por habitante (R$)
164,16
186,49
211,11
Despesa com recursos próprios por habitante
135,86
151,64
175,98
Transferências SUS por habitante
18,95
21,63
26,56
% despesa com pessoal/despesa total
48,9
47,4
53,0
% despesa com investimentos/despesa total
1,3
0,9
1,0
% transferências SUS/despesa total com saúde
11,5
11,6
12,6
% de recursos próprios aplicados em saúde (EC 29)
15,5
16,4
17,4
% despesa com serv. terceiros - pessoa jurídica /despesa total
38,4
34,8
30,1
Despesa total com saúde
23.467.742,46
32.637.404,73
37.932.787,94
Despesa com recursos próprios
22.529.223,91
26.537.776,47
31.620.887,64
Receita de impostos e transferências constitucionais legais
145.634.066,75
161.941.817,10
182.207.772,45
Transferências SUS
3.141.946,18
3.785.385,92
4.773.238,43
Despesa com pessoal
13.303.326,18
15.460.765,69
20.111.653,91
Fonte: SIOPS
Organizado por Oliveira, A.B, 2008.
Ao observar a tabela abaixo, nos anos de 2004 a 2006 houve um aumento de mais de 23 vezes a média e alta complexidade também na atenção básica um aumento de 13 vezes e as ações estratégicas se mantiveram, deste modo o município passou a gastar mais e ter mais despesas.
4.2 Transferências e Pagamentos
Ano/Mês Compet
Transferências
Total
Média e alta complexidade
Atenção básica
Ações estratégicas
2004
6.250,00
278.520,51
5.500,75
290.271,26
2005
124.503,44
3.306.447,97
5.500,75
3.436.452,10
2006
149.143,03
3.755.480,37
*
3.904.623,40
TOTAL
338.343,6
10.068.502,8
11.001,50
10.417.847,91
Fonte: SIH/SUS, SIA/SUS e Fundo Nacional de Saúde.
Organizado por Oliveira, A.B, 2008
Abaixo segui alguns gráficos onde exemplifica a tabela acima
4.3 Gráfico de Alta Complexidade
Organizado por Oliveira, A.B, 2008
4.4 Gráfico de Atenção Básica
Organizado por Oliveira, A.B, 2008
4.5 Gráfico de Ações Estratégicas
Organizado por Oliveira, A.B, 2008
4.6 Gráfico do Total de Transferência
Organizado por Oliveira, A.B, 2008
Para analisar a condição de saúde, utilizou-se de dados de mortalidade. Na tabela abaixo é possível analisar o coeficiente de mortalidade e também ver que de 1999 a 2005 em sua totalidade de mortes houve uma leve redução.
Coeficiente de Mortalidade para algumas causas selecionadas (por 100.000habitantes)
4.7 Causas de Óbito de 1999 a 2005
Causas do Óbito
1999
2000
2001
2002
2003
2004
2005
Aids
6,4
4,7
6,5
7,0
4,9
9,6
5,1
Neoplasia maligna da mama (/100.000 mulheres)
12,8
9,3
12,9
16,3
8,6
10,7
11,3
Neoplasia maligna do colo do útero (/100.000 mulh)
4,3
2,7
5,2
2,5
2,4
11,9
4,5
Infarto agudo do miocardio
56,4
54,4
61,4
66,6
54,4
48,2
54,3
Doenças cerebrovasculares
47,1
49,7
49,7
52,6
45,1
52,5
37,7
Diabetes mellitus
20,0
18,8
18,3
20,9
23,5
16,3
13,7
Acidentes de transporte
23,6
28,9
38,5
25,4
22,3
15,1
22,3
Agressões
59,3
53,7
68,6
67,8
52,5
44,6
30,3
Fonte: SIM
Na tabela abaixo são indicadores de mortalidade, podendo perceber que de 1999 a 2005 os números de óbitos diminuirão um pouco, mais não muito.
4.8 Indicadores de Mortalidade em porcentagem de 1999 a 2005
Outros Indicadores de Mortalidade
1999
2000
2001
2002
2003
2004
2005
Total de óbitos
866
951
953
957
926
954
921
Nº de óbitos por 1.000 habitantes
6,2
6,4
6,2
6,1
5,7
5,8
5,3
% óbitos por causas mal definidas
1,0
2,0
1,3
1,7
1,5
0,9
1,5
Total de óbitos infantis
63
74
42
54
52
53
61
Nº de óbitos infantis por causas mal definidas
1
2
1
2
2
*
3
% de óbitos infantis no total de óbitos
7,3
7,8
4,4
5,6
5,6
5,6
6,6
% de óbitos infantis por causas mal definidas
1,6
2,7
2,4
3,7
3,8
*
4,9
Mortalidade infantil por 1.000 nascidos-vivos
16,7
20,2
12,5
15,9
15,3
16,2
19,9
Fonte: SIM/SINASC
No gráfico abaixo gerado pela mortalidade proporcional, pode-se perceber o número de mortos por doenças do aparelho circulatório é bastante significativa.
4.9 Mortalidade Proporcional
Organizado por Oliveira, A.B, 2008
Algumas doenças comuns dentro do total das faixas etárias. Na tabela a seguir pode-se perceber que as principais doenças são doenças do aparelho circulatório, doenças do aparelho digestivo, doenças do aparelho genituário e essas doenças são mais comuns em crianças de 1 a 10 anos de idade.
4.10 Gráfico dos tipos de doenças
Capitulo CD
menor que 1
1 a 4
5 a 9
10 a 14
15 a 19
20 a 49
50 a 64
65 e mais
60 e mais
Total
doença do aparelho circulatório
0,2
0,2
0,8
0,4
2,2
11,7
33,6
36,7
36,8
13,7
doença do aparelho respiratório
27,1
26,4
11,8
3,6
2,8
3,2
9,3
19
15,6
8,5
doença do aparelho digestivo
5,3
21,3
22,2
8,4
4,8
8,2
13
6,4
7,2
9,3
doença do aparelho genituário
1,6
20,7
20,2
18,2
5
4,4
7,3
3,2
5,1
6,3
gravidez parto e purpério
*
*
*
8,4
65,1
44,2
*
0,1
0,1
28,5
algumas afec originadas no período perinatal
55,1
0,4
0,3
*
*
0
*
*
*
3,9
lesões enven e algu out conseq causas externas
0,5
5,9
13,5
24
9,4
10,3
6,2
7,1
6,7
9
Fonte: SIH/SUS
Gráfico gerado pelo índice de mortes, nele pode-se perceber que o número de gravidez parto e purpério e baixo quando se compara com as doenças do aparelho circulatório.
4.11 Gráfico de índice de Mortes
Organizado por Oliveira, A.B, 2008
Analisando a tabela e o gráfico gerado pela natalidade pode-se perceber que o município de Cotia tem uma das maiores porcentagens de natalidade do estado, e se comparar com os dados do SUS percebe-se que no município a maior taxa de fecundidade está na faixa etária dos 10 aos 19 anos isso mostra que muitas mães jovens são obrigadas a largar os estudos e possivelmente o trabalho para cuidar da criança.
Ano
Município
Reg. Gov
Estado
Taxa de Natalidade (por mil habitantes)
2006
17,77
16,10
14,92
Taxa de Mortalidade Infantil (Por mil nascidos vivos)
2006
16,61
13,26
13,28
Taxa de Mortalidade na Infância (Por mil nascidos vivos)
2006
19,74
15,51
15,59
Taxa de Mortalidade da População entre 15 e 34 anos (Por cem mil habitantes)
2006
139,11
136,64
130,41
Taxa de Mortalidade da População de 60 Anos e Mais (Por cem mil habitantes)
2006
4.643,24
3.756,60
3.820,17
Leitos SUS (Coeficiente por mil habitantes)
2003
1,66
1,44
1,97
4.12 Tabela da mortalidade no município de Cotia, na região metropolitana e no Estado de São Paulo no ano de 2006
Organizado por Oliveira, A.B, 2008
O município tem um programa municipal de saúde da criança e do adolescente mais ao comparar estes dois gráficos pode-se perceber que esta política não esta funcionando direito o governo gastou no ano de 2006 com atenção básica 375.5480,37 mais os recursos não resolveram o alto índice de adolescentes grávidas na cidade.
Os indicadores de atenção básica mostram que a partir do ano de 2003 em média 95% das mulheres se consultaram com um médico para fazer exames de pré-natal deste modo aumentando as chances da criança nascer viva e saudável.
Se analisar o programa municipal de Saúde da criança e do adolescente pode afirmar que o número da nascidos vivos aumentou, sendo assim o programa não prioriza a prevenção de gravidez indesejada, mais sim o estimulo para que as mulheres grávidas tenham acompanhamento médico adequado, isso reflete no aumento do número de nascidos vivos, ver tabela abaixo.
4.13 Informações sobre Nascimentos do Município de Cotia
1996
1997
1998
1999
2000
2001
2002
2003
2004
Número de nascidos vivos
3.534
3.408
3.615
3.767
3.668
3.359
3.400
3.391
3.276
Taxa Bruta de Natalidade
27,8
25,9
26,6
26,9
24,6
21,9
21,6
21,0
19,8
% com prematuridade
8,3
5,0
9,5
8,7
8,6
9,0
9,8
8,7
8,1
% de partos cesáreos
42,8
44,2
41,5
42,7
46,0
47,3
48,4
49,3
51,8
% de mães de 10-19 anos
19,6
20,5
20,1
18,5
19,4
18,4
16,3
16,5
15,0
% de mães de 10-14 anos
0,5
0,6
0,4
0,6
0,8
0,4
0,4
0,6
0,3
- partos cesáreos
9,7
10,2
10,3
9,5
11,5
10,4
11,1
9,8
9,9
- partos vaginais
11,1
9,0
9,1
7,9
8,6
9,4
10,6
8,5
8,4
Fonte: SINASC
4.14 Gráfico das Condições de Nascimentos
Organizado por Oliveira, A.B, 2008
Ao comparar o gráfico de evolução das condições de nascidos vivos do SUS com a da taxa de mortalidade infantil do Seade pode-se perceber que existe uma discrepância entre os dois, pois os dados do SUS dizem que ouve um aumento no número de nascidos vivos, mas mesmo assim o número de mortalidade é bastante elevado, sendo o mais elevado do estado. Através disso é possível afirmar que mesmo com as políticas do município para a saúde da criança e do adolescente fizeram aumentar a taxa de nascidos vivos, mais isso é muito pouco quando se compara com o número de nascidos mortos.
Os dados apresentados pelo Seade mostram que o município de Cotia tem a maior taxa de mortalidade infantil já o SUS apresenta uma queda no número de mortos entre os anos de 1999 e o ano de 2005.
A taxa de mortalidade infantil no município de Cotia é bastante elevado e esta relacionado a causas mal definidas ao analisar os gráficos do SUS, a cidade conta com uma boa cobertura de vacinação veja gráfico de cobertura de vacinação.
Imunobiológicos
1997
1998
1999
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
BCG (BCG)
190,4
170,3
166,0
112,8
104,0
87,3
95,5
104,2
103,3
11,2
Contra febre amarela (FA)
*
0,2
1,2
4,0
0,5
0,1
0,1
0,1
0,1
-
Contra Haemophilus influenza tipo b (Hib)
*
*
*
102,7
91,9
25,9
*
*
*
*
Contra Hepatite b (HB)
*
2,4
158,2
117,0
95,5
93,2
92,1
102,8
108,9
112,2
Contra Influenza (campanha) (INF)
*
*
97,1
58,7
81,3
72,5
104,9
99,1
99,8
111,7
Contra Sarampo
120,4
151,1
182,2
130,1
104,1
98,2
5,4
*
*
*
Dupla Viral (SR)
*
*
*
*
*
*
*
*
*
*
Oral contra Poliomielite (VOP)
88,3
143,4
183,3
103,4
92,7
84,3
90,9
108,0
114,4
115,3
Oral contra Poliomielite (Campanha 1 etapa) (VOP)
110,6
166,4
132,4
106,7
108,2
104,5
108,2
106,8
111,8
99,3
Oral contra Poliomielite (Campanha 2 etapa) (VOP)
128,4
164,4
130,7
106,7
102,4
105,8
111,8
128,3
103,1
98,7
Oral de Rotavirus Humano (RR)
*
*
*
*
*
*
*
*
*
74,2
Tetravalente (DTP/Hib) (TETRA)
*
*
*
*
*
59,4
97,2
109,6
117,6
115,3
Triplice Bacteriana (DTP)
55,1
161,3
184,3
103,4
96,9
33,1
*
*
0,1
*
Triplice Viral (SCR)
*
*
*
97,2
95,0
108,6
114,2
114,3
113,1
110,5
Triplice Viral (campanha) (SCR)
*
*
*
*
*
*
*
17,3
-
-
4.15 Cobertura de Vacinação em porcentagem em crianças menores de um ano
Fonte: SI/PNI
4.16 Gráfico da cobertura de vacinal em crianças menores de um ano no município de Cotia
Organizado por Oliveira, A.B, 2008
O gráfico abaixo mostra que o município de Cotia tem a maior taxa de mortalidade infantil do estado e estas mortes estão relacionadas a causas de mortes estremas não devido à falta de políticas municipais de vacinação.
A tabela de óbitos traz outros dados da mortalidade de 1999 a 2005, podendo afirmar que a taxa de mortalidade é bastante elevada, o fato pode estar relacionado com complicações no parto ou causas de deformidades genéticas, uma vez que o município conta com um programa municipal de saúde da criança e do adolescente e saúde da mulher o caráter deste programa é incentivar as mulheres grávidas a fazerem o pré-natal, não há prevenção de gravidez indesejada e também a fazerem práticas recreativas, pinturas em tecido, crochê, tricô e cestária e etc.
4.17 Indicadores em porcentagem de Óbitos de 1999 a 2005
Fonte: SIM/SINASC
Outros Indicadores de Mortalidade
1999
2000
2001
2002
2003
2004
2005
Total de óbitos
866
951
953
957
926
. 954
921
Nº de óbitos por 1.000 habitantes
6,2
6,4
6,2
6,1
5,7
5,8
5,3
% óbitos por causas mal definidas
1,0
2,0
1,3
1,7
1,5
0,9
1,5
Total de óbitos infantis
63
74
42
54
52
53
61
Nº de óbitos infantis por causas mal definidas
1
2
1
2
2
-
3
% de óbitos infantis no total de óbitos
7,3
7,8
4,4
5,6
5,6
5,6
6,6
% de óbitos infantis por causas mal definidas
1,6
2,7
2,4
3,7
3,8
-
4,9
Mortalidade infantil por 1.000 nascidos-vivos
16,7
20,2
12,5
15,9
15,3
16,2
19,9
Na tabela de mortalidade por faixa etária tem alguns grupos e causas de mortes no município de Cotia, pode-se perceber que a maior causa de morte é doença do sistema nervoso e neoplasia (tumores) e estão concentrados na faixa etária acima de 50 anos e também há grande concentração de mortes por causas extremas e está concentrada na faixa etária dos 15 aos 19 anos.
4.18 Mortalidade Proporcional (%) por Faixa Etária Segundo Grupo de Causas –
CID 10 2005
Grupo de Causas
Menor 1
1 a 4
5 a 9
10 a 14
15 a 19
20 a 49
50 a 64
65 e mais
60 e mais
Total
Algumas doenças infecciosas e paraitárias
10,3
16,7
*
*
*
5
4,9
1,5
1,7
3,6
Neoplasia (tumores)
*
*
33,3
37,5
8,7
15,1
20,5
18,8
18,5
16,9
Doença do aparelho circulátorio
*
*
33,3
*
*
20,6
43,8
41,5
42
32,5
Doença do aparelho respirátorio
6,9
16,7
*
*
*
7,8
6,5
16,3
15,3
11
Causas extrema de morbidade e mortalidade
13,8
16,7
*
37,5
91,3
41,3
6,5
3
3,6
16,3
Demais causas definidas
19
50
33,3
25
*
10,1
17,8
19
18,9
16,4
Total
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
Fonte: SIM
Ao analisar a tabela abaixo é possível perceber que a população jovem é a que mais morre, e vários fatores têm influência sobre o número de homicídios, como, por exemplo, brigas de trânsito, narcotráfico, alcoolismo, aumento da periferização, falta de segurança e más condições de vida. Dentre todas estas causas de mortes a que mais se destaca é as mortes por homicídio. Os índices são altos, às vezes acima de 50 óbitos por 100 mil habitantes e os que mais morrem são homens de 15 a 40 anos.
No caso particular dos homicídios, o município de Cotia apresentou a maior taxa, seguida da Região Metropolitana e do restante do Estado. A Região Metropolitana em 1999 apresentou 65 óbitos por 100 mil habitantes, índice de sete a oito vezes maior que em outras regiões do Estado de São Paulo, como em Franca, que neste mesmo período foi registrada seis mortes por 100 mil habitantes.
Esses números vêm apresentando um crescimento, desde a década de 80 e a tendência é que aumente cada vez mais.
Uma outra causa de mortes são relacionadas a acidentes de trânsito e as variáveis que os circundam, tais como comportamento humano, tecnologia, engenharia de tráfego, entre outras, têm sido foco de preocupação social. A deficiência do sistema de transporte público e o aumento populacional, por exemplo, têm estimulado o uso do carro.
A elevada taxa de mortalidade em acidentes de trânsito representa um problema de saúde pública, no Brasil, os jovens principalmente do sexo masculino, são os grupos com maior envolvimentos em acidentes de trânsito fatais, podendo este fato estar relacionado a comportamentos de personalidade que caracterizam pela preferência por novidades e pelo desejo de arriscar-se para conseguir-las; estes traços de personalidade podem estar relacionados a hormônios.
Os jovens se identificam pela falta de experiência, o limitado poder de decisão, a velocidade excessiva e as infrações se associam a acidentes de trânsito fatais, numa revisão de diversos fatores que contribuem para a ocorrência de acidentes de trânsito, abordam a importância do comportamento. Como o trânsito exige decisão rápida, torna-se necessário considerar o estilo de conduzir, o modo pelo qual as pessoas fazem julgamentos e tomam decisões; entre elas, as de ultrapassar, mudar de pista e avançar sinal. O consumo de álcool e o fator mais associado a acidentes no trânsito, pois dificulta a tomada de decisões e entorpece as habilidades psico-motoras. Nos jovens, a tomada de decisões é marcada pela impulsividade, ousadia e confiança excessiva em sua própria destreza.
Ao analisar estes mesmos dados no gráfico de mortalidade no Estado de São Paulo e na Região Metropolitana o município de Cotia fica na média do estado isso mostra que estas cousas de mortes nesta faixa etária é comum em todo o estado, mostrando que este fato não depende pura e exclusivamente de políticas municipais e sim de uma política de caráter estadual onde pudesse abarcar todos os municípios na tentativa de conscientizar a população jovem na tentativa de reduzir a mortalidade e gastos do SUS, no pronto socorro destas ocorrências, tanto sendo no atendimento quanto na ocupação de leitos. Uma vez que o SUS gastou no ano de 2006 por habitante no município de Cotia o equivalente a R$ 211,11 e deste valor foi gasto R$ 3,8, tabela e gráfico abaixo, só com internações.
Um exemplo de programa federal deve ser seguido por todos os municípios é o Plano Nacional de Segurança Pública com Cidadania, o Pronasci. Conhecido como o PAC da segurança tem o objetivo principal na juventude e trata a educação como peça-chave para recuperar crianças e adolescentes da criminalidade e protegê-las da violência. A educação, sem amparo de leis e medidas de segurança pública, não poderá sozinha, sobretudo em curto prazo, diminuir os atos de violência com que se fartam os noticiários.
4.19 Valores Anuais de 2006
Valores Médios Anuais
2006
Internações/100 hab. (local de internação)
3,8
Internações/100 hab. (local de residência)
4,9
Valor médio por habitante (R$):
31,01
Fonte: SIH/SUS
Organizado por Oliveira, A.B, 2008
O município de Cotia tem vários programas, valendo destacar dentre todos, dois, saúde do adulto e saúde do trabalhador, esses programas não estão funcionando direito devido à alta na taxa de mortalidade registrados, essas mortes em sua maiores são problemas sociais e o combate as esse alto índice de mortes são políticas especificas que priorizem problemas estruturais sociais como, por exemplo falta de emprego e habitação.
A taxa de mortalidade da população idosa analisando no gráfico de mortes da população acima de 50 anos, é possível perceber que é elevada, os idosos morrem por diversos motivos mais o principal é doenças do aparelho circulatório, isso leva a concluir que em sua juventude não tiveram uma boa dieta alimentar e na velhice se entregou ao sedentarismo, não praticam esportes, somado a isso no município de Cotia falta políticas médica e sociais de prevenção ao sedentarismo incentivando a prática de esportes e caminhadas, a falta dessas políticas podem fazer com que o município gaste mais dinheiro na saúde e na manutenção de leitos nos hospitais pagos pelo SUS e pela prefeitura municipal.
50 a 64
65 e mais
60 e mais
Total
Algumas doenças infecciosas e paraitárias
4,9
1,5
1,7
3,6
Neoplasia (tumores)
20,5
18,8
18,5
16,9
Doença do aparelho circulátorio
43,8
41,5
42
32,5
Doença do aparelho respirátorio
6,5
16,3
15,3
11
Causas extrema de morbidade e mortalidade
6,5
3
3,6
16,3
Demais causas definidas
17,8
19
18,9
16,4
Total
100
100
100
100
4.20 Algumas doenças em pessoas acima de 50 anos no município de Cotia
Fonte: SIM
Organizado por Oliveira, A.B, 2008
4.21 Gráfico de doenças em pessoas acima de 50 anos no município de Cotia
Organizado por Oliveira, A.B, 2008
O gráfico acima foi gerado para se ter uma melhor visualição do total de doenças no município de Cotia, sendo possível comparar com o gráfico abaixo onde a taxa de mortalidade no município de Cotia é mais alta em comparação com a Região Metropolitana e o restante do Estado de São Paulo, devido e esse fato é possível a firmar que o município de Cotia precisa de políticas eficazes que possam reverter este alto índice de mortes de idosos no município.
5. Conclusão
A questão da Saúde no município de Cotia é muito grave, tanto crianças como jovem e não se esquecendo dos idosos morrem por diversas causas e deste modo, surge uma pergunta quem priorizar, e pensando nestes problemas foi feita uma análise podendo constatar que a cidade enfrenta problemas com mortes em todos as faixas etárias, caso preocupante, mesmo que o município conte com campanhas de vacinação para crianças, as mortes são elevadas. A cidade também enfrenta problemas com o alto índice de mães grávidas na adolescência esse fato deveria ser tratado como questão de saúde pública municipal, uma vez que muitas das mortes das crianças podem estar relacionadas a prematuridade da idade da mãe e pensando nisso o município criou programas políticos, tais como saúde da criança e do adolescente, saúde da família, programas assistencialistas na tentativa de fazer com que mães grávidas vão ao médico e façam o pré-natal, essa política aumentou o número de consultas mais mesmo assim não foi capaz de reduzir a mortalidade infantil. Um outro fato que também deve ser considerado no alto índice de mortalidade infantil são as condições de precariedade pública como, por exemplo, falta de água encanada, falta de asfalto e a não coleta regular do lixo doméstico.
Outro fato preocupante mais este não é de exclusividade do município é o alto índice de mortes dos jovens de 15 a 40 estas mortes estão muitas vezes relacionadas à questão social, habitacional e ao espírito aventureiro do jovem. Como este é um problema estadual o que poderia ser feito seria uma política estadual que envolvesse todas as prefeituras na intenção de conscientizar os jovens através de oficinas e práticas sócio-educativas, essa seria uma das vertentes principais, mais as políticas teriam que serem mais amplas, como por exemplo, criação de novos empregos, aumento de salário, habitação e lazer, somando essas quatros políticas e elas funcionando concomitantemente o grande número de mortes de jovens poderiam diminuir significativamente.
Um outro problema que o município enfrenta é a elevada taxa de mortalidade de idosos, o município não conta com programas de saúde e nem de assistencialismo para os idosos, o alto índice de mortes dos idosos é devido de modo geral a problemas do aparelho circulatório esse número elevado é um reflexo da falta de políticas municipais destinadas aos velhos, seguindo estimativas do IBGE o Brasil esta envelhecendo, e deste modo fica a cargo de responsabilidade do governo municipal criar políticas para incentivar a prática esportiva, como caminhadas, gincanas, bailes e ginásticas. Medidas simples, pois o município tem infraestrutura física e recursos financeiros para desenvolver estas políticas.
De modo geral as políticas municipais tem a obrigação de interver na melhoria da saúde da população, criando políticas eficazes na tentativa da redução do grande número de mortalidade que atinge todos as faixas etárias.
Os programas municipais de saúde são: Saúde da Criança e do Adolescente, Saúde da Mulher, Saúde do Adulto, Saúde do Trabalhador, Saúde Mental, Saúde Bucal, Saúde da Família, os programas tem caráter assistencialistas na tentativa de ajudar a população carente mais deveriam ser ampliados e criados novos programas na tentativa de auxiliar o maior número de habitantes do município.
6. Bibliografia
Sites consultados
http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/contagem2007/default_coment.shtm acessado no dia 02/04/2008
hhttp://www.seade.gov.Br/produtos/idr/download/mortalidade.pdf (acessado em 03/04/2008)
http://www.cotia.sp.gov.br/ (acessado em 03/04/2008)
http://www.seade.gov.br/produtos/perfil/perfil.php (acessado em 03/04/2008)
http://www.scielo.br/pdf/csp/v19n2/15417.pdf (acessado em11/04/2008)
http://www.cnte.org.br/esforce/index.php?option=com_content&task=view&id=30&Itemid=41 (acessado em11/04/2008)
http://maps.google.com.br/maps?hl=pt-BR&q=cotia&um=1&ie=UTF-8&sa=N&tab=wl (acessado em11/04/2008)
http://w3.dataSUS.gov.br/dataSUS/dataSUS.php (acessado em11/04/2008)
Anexo
Descrição sobre a divisão de saúde de Cotia
Secretária da Saúde de Cotia
SECRETÁRIO: FÁBIO CÉSAR CARDOSO DE MELLO
SECRETÁRIO ADJUNTO: CLÁUDIO SARAIVA DOS SANTOS
Principais tarefas são:
1. Sanitária, educação sanitária e de controle profilático do município.
2. Supervisionar, coordenar e controlar a administração de convênios na área de saúde com órgãos federais, estaduais e entidades privadas e assistenciais.
3. Editar as instruções sobre procedimentos de saúde e de administração das entidades de saúde.
4. Promover a assistência ambulatorial e de transporte de pessoas enfermas, carentes e necessitadas.
5. Estabelecer ações preventivas e recuperativas à saúde da população, com a implantação de programas específicos.
6. Identificar as carências da população para viabilizar a melhoria do atendimento de saúde.
7. Assistir a população carente em medicamentos.
Departamentos vinculados
Divisões:
§ Divisão Administrativa
§ Divisão Médica – Assistencial
§ Divisão de Vigilância à Saúde
§ Divisão de Programas
Localização
Av. Prof. Manoel José Pedroso, 1401 - CEP: 06717-100Fone: 4703-2867 - Jardim Nomura – Cotia
§ Conselho Gestor da Saúde;
§ Conselho Municipal da Saúde;
§ Fundo Municipal da Saúde;
§ Departamento Clínico;
§ Departamento de Enfermagem;
§ Departamento de Controle de Frota e Atendimentos;
§ Departamento de Almoxarifado;
§ Departamento de Vigilância Sanitária e Zoonoses;
§ Departamento Odontológico.
Divisão Administrativa
Fornece suporte administrativo a toda a Secretaria da Saúde. Composta pelos seguintes setores:
§ Setor de Expediente;
§ Setor Financeiro;
§ Setor de Informações em Saúde e Auditoria;
§ Setor de Compras;
§ Setor de Recursos Humanos;
§ Setor de Almoxarifado e Farmácia;
§ Setor de Manutenção da Frota.
Divisão Médica assistencial
É responsável pelo atendimento médico assistencial nas 22 Unidades de Saúde do município e nos locais com os quais a Secretaria de Saúde mantém convênios especiais.
Unidades municipais de saúde
São divididos em setores, a saber.
Setor Atalaia
UBS Atalaia
Praça Demétrio Calfat, 300 - AtalaiaFone: 4703-5262 4703-5154 4703-5934Pronto Atendimento 24 Horas Especialidades do Ambulatório:
§ Cardiologia;
§ Clínica Médica;
§ Ginecologia, Pediatria;
§ Psiquiatria;
§ Psicologia;
§ Fonoaudiologia;
§ Serviço Social;
§ Odontologia.
UBS Portão
Estrada do Caiapiá, 605 - PortãoFone: 4616-8100 4614-0274Especialidades do Ambulatório:
§ Cardiologia;
§ Cirurgia Infantil;
§ Clínica Médica;
§ Colposcopia;
§ Colonoscopia;
§ Dermatologia;
§ Endoscopia;
§ Ginecologia;
§ Infectologia;
§ Medicina do Trabalho;
§ Neurologia;
§ Neuropediatria;
§ Otorrinolaringologia;
§ Oncologia;
§ Pediatria;
§ Pequenas Cirurgias;
§ Psicologia;
§ Psiquiatria;
§ Serviço Social;
§ Ultrassonografia;
§ Urologia;
§ Odontologia.
UBS Mirizola
Rua Jorge Rizzo, 358 - Parque Miguel MirizolaFone: 4703-5292Especialidades do Ambulatório:
§ Clínica Médica;
§ Ginecologia;
§ Pediatria.
UBS Morro Grande
Núcleo Residencial SABESP, 14 - Morro GrandeFone: 4703-4700Especialidades do Ambulatório:
§ Médico Generalista - Programa de Saúde de Família.
UBS Arco Íris
Estrada Velha da Olaria, 2400 - Jardim Arco ÍrisFone: 4703-5544Especialidades do Ambulatório:
§ Clínica Médica;
§ Ginecologia;
§ Pediatria.
UBS Caputera
Estrada da Ressaca, 4520 - CaputeraFone: 4703-4800Especialidades do Ambulatório:
§ Médico Generalista atendendo em Clínica Médica;
§ Ginecologia;
§ Pediatria.
Setor Granja Viana
UBS Parque São George
Rua Karan, 606 - Parque São GeorgeFone: 4702-2803Pronto Atendimento 24 Horas.
UBS Rio Cotia
Rua Pedro Rodrigues, 12 - Rio CotiaFone: 4703-4218Especialidades do Ambulatório:
§ Clínica Médica Ginecologia;
§ Pediatria;
§ Odontologia.
UBS Parque Alexandra
Rua José de Andrade, 1287 - Parque AlexandraFone: 4702-4536Especialidades do Ambulatório:
§ Clínica Médica Ginecologia;
§ Pediatria.
UBS Jardim São Vicente
Estrada do Embu, 806 - Jardim São VicenteFone: 4702-2781Especialidades do Ambulatório:
§ Clínica Médica Ginecologia;
§ Pediatria.
UBS Jardim Engenho
Rua das Doninhas, 317 - Jardim EngenhoFone: 4702-6429Especialidades do Ambulatório:
§ Clínica Médica Ginecologia;
§ Pediatria;
§ Odontologia.
UBS Recanto Suave
Rua Mendes Pimentel, s/nº - Recanto SuaveFone: 4702-5542Especialidades do Ambulatório:
§ Clínica Médica;
§ Ginecologia;
§ Pediatria;
§ Odontologia.
UBS Santa Ângela
Rua Francisco Pereira A. Filho, 1511Fone: 4612-2608Especialidades do Ambulatório:
§ Clínica Médica;
§ Ginecologia;
§ Pediatria;
§ Odontologia.
UBS ASSA
Rua Santo Antonio, 406 - Granja VianaFone: 4702-3509Especialidades do Ambulatório:
§ Cardiologia;
§ Clínica Médica;
§ Ginecologia;
§ Pediatria;
§ Psicologia;
§ Psiquiatria;
§ Odontologia.
Setor Caucaia
UBS Caucaia
Avenida Roque Celestino Pires, 1020Fone: 4611-0120 4611-1722
Pronto Atendimento 24 HorasEspecialidades do Ambulatório:
§ Cardiologia;
§ Clínica Médica;
§ Fonoaudiologia;
§ Ginecologia;
§ Ortopedia;
§ Otorrinolaringologia;
§ Pediatria;
§ Pequenas Cirurgias;
§ Psiquiatria;
§ Psicologia;
§ Odontologia.
UBS Mendes
Estrada dos Grilos, 105 - MendesFone: 4611-0700Especialidades do Ambulatório:
§ Clínica Médica;
§ Ginecologia;
§ Pediatria.
UBS Cachoeira
Estrada da Cachoeira, s/nº - CachoeiraFone: 4611-1537Especialidades do Ambulatório:
§ Clínica Médica;
§ Ginecologia;
§ Pediatria.
UBS Água Espraiada
Estrada da Água Espraiada, s/nº - Água EspraiadaFone: 4611-0680Especialidades do Ambulatório:
§ Médico Generalista - Programa de Saúde de Família.
UBS Jardim Japão
Rua Maria Quitéria, s/nº - Estrada Velha do AguassaíFone: 4611-0074Especialidades do Ambulatório:
§ Médico Generalista - Programa de Saúde de Família;
§ Odontologia.
CEFOR (Centro de fisioterapia e ortopedia)
CEFOR I
Avenida Professor Manoel José Pedroso, 1401Jardim NomuraFone: 4703-5791Especialidades do Ambulatório:
§ Fisioterapia;
§ Fonoaudiologia;
§ Ortopedia;
§ Neurologia;
§ Neuropediatria;
§ Psicologia;
§ Terapia Ocupacional.
CEFOR II
Rua Ribas, 61 - Granja VianaFone: 4702-3487Especialidades do Ambulatório:
§ Fisioterapia;
§ Fonoaudiologia;
§ Psicologia;
§ Terapia Ocupacional;
§ Odontologia.
CEFOR III
Rua Topázio, 572 - Jardim NomuraFone: 4703-3475Especialidades do Ambulatório:
§ Fisioterapia;
§ Fonoaudiologia;
§ Psicologia;
§ Terapia Ocupacional;
§ Odontologia.
Divisão de Vigilância de Saúde
Setor de Vigilância Epidemiológica
Atividades:
1. Fluxo das Doenças de Notificação Compulsórias;
2. Monitoramento de doenças;
3. Busca ativa dos casos;
4. Atualização e manutenção dos sistemas;
5. Campanhas de doenças crônicas;
6. Campanhas de vacinação;
7. Supervisão das salas de vacinas;
8. Manutenção e reposição de vacinas e insumos;
9. Exames de PKU;
10. Palestras educativas;
11. Vistoria de denúncias;
12. Atendimento aos pacientes;
13. Orientações;
14. Programa DST/AIDS;
15. Treinamentos e reciclagens;
16. Participação no Conselho Municipal de Educação.
Setor de Vigilância Sanitária
Área Produtos - Alimentos
Atividades:
1. Cadastramento e manutenção de banco de dados com informações estratégicas;
2. Qualificação do estabelecimento de acordo com o padrão higiênico e sanitário;
3. Emissão da Licença de Funcionamento inicial;
4. Renovação da Licença de Funcionamento;
5. Vistoria (rotina e oficial) em estabelecimento com atividade de manipular, comercializar e fabricar alimentos;
6. Controle de surtos de infecção alimentar;
7. Aplicações de sanções;
8. Coleta de produtos para análise;
9. Inutilização de produtos;
10. Atendimento à denúncias;
11. Orientações;
12. Publicação das sanções na Imprensa Oficial do Município de Cotia;
13. Vistoria em estabelecimento para registro de produtos;
14. Treinamentos e reciclagens.
Área Produtos - Correlatos
Setor de Vigilância Sanitária
Área Produtos - CorrelatosAtividades:
1. Cadastramento e manutenção de banco de dados com informações estratégicas;
2. Qualificação do estabelecimento de acordo com o padrão higiênico e sanitário;
3. Emissão da Licença de Funcionamento inicial;
4. Renovação da Licença de Funcionamento;
5. Vistoria (rotina e oficial) em estabelecimento com atividade de comercializar;
6. Aplicações de sanções;
7. Atendimento a denúncias;
8. Orientações;
9. Publicação das sanções na Imprensa Oficial do Município de Cotia;
10. Treinamentos e reciclagens.
Área Produtos - Medicamentos
Setor de Vigilância Sanitária
Área Produtos - MedicamentosAtividades:
1. Cadastramento e manutenção de banco de dados com informações estratégicas;
2. Qualificação do estabelecimento de acordo com o padrão higiênico e sanitário;
3. Emissão da Licença de Funcionamento inicial;
4. Renovação da Licença de Funcionamento;
5. Vistoria (rotina e oficial) em estabelecimento com atividade de manipular e comercializar medicamentos;
6. Aplicações de sanções;
7. Coleta de produtos para análise;
8. Inutilização de produtos;
9. Atendimento a denúncias;
10. Orientações;
11. Publicação das sanções na Imprensa Oficial do Município de Cotia;
12. Treinamentos e reciclagens.
Área Serviços - Médicos
Setor de Vigilância Sanitária
Área Serviços - MédicosAtividades:
1. Cadastramento e manutenção de banco de dados com informações estratégicas;
2. Qualificação do estabelecimento de acordo com o padrão higiênico e sanitário;
3. Emissão da Licença de Funcionamento inicial;
4. Renovação da Licença de Funcionamento;
5. Vistoria (rotina e oficial) em estabelecimento;
6. Aplicações de sanções;
7. Atendimento a denúncias;
8. Orientações;
9. Publicação das sanções na Imprensa Oficial do Município de Cotia;
10. Treinamentos e reciclagens.
Área Serviços – Médicos Veterinários
Setor de Vigilância Sanitária
Área Serviços - Médicos VeterináriosAtividades:
1. Cadastramento e manutenção de banco de dados com informações estratégicas;
2. Qualificação do estabelecimento de acordo com o padrão higiênico e sanitário;
3. Emissão da Licença de Funcionamento inicial;
4. Renovação da Licença de Funcionamento;
5. Vistoria (rotina e oficial) em estabelecimento;
6. Aplicações de sanções;
7. Atendimento à denúncias;
8. Orientações;
9. Publicação das sanções na Imprensa Oficial do Município de Cotia;
10. Treinamento e reciclagens.
Área Serviços - Odontológicos
Setor de Vigilância Sanitária
Área Serviços - OdontológicosAtividades:
1. Cadastramento e manutenção de banco de dados com informações estratégicas;
2. Qualificação do estabelecimento de acordo com o padrão higiênico e sanitário;
3. Emissão da Licença de Funcionamento inicial;
4. Renovação da Licença de Funcionamento;
5. Vistoria (rotina e oficial) em estabelecimento;
6. Aplicações de sanções;
7. Atendimento a denúncias;
8. Orientações;
9. Publicação das sanções na Imprensa Oficial do Município de Cotia;
10. Regularização das unidades móveis;
11. Participação no Conselho Municipal de Educação;
12. Treinamentos e reciclagens.
Área Saneamento
Setor de Vigilância Sanitária
Área SaneamentoAtividades:
1. Cadastramento de áreas de risco;
2. Cadastramento de poços e nascentes;
3. Controle da qualidade da água para consumo humano;
4. Licença de Funcionamento (inicial e renovação) de piscinas;
5. Programa da bomba difusora de cloro para melhoria da qualidade de água de poços rasos;
6. Controle de doenças por veiculação hídrica;
7. Controle e identificação da população de mosquitos vetores;
8. Orientação e educação ambiental;
9. Atendimento a queixas;
10. Participação no Conselho Municipal do Meio Ambiente;
11. Aplicações de sanções;
12. Programa de Controle de Qualidade da Água (PH, cloro, flúor, físico-químico e bacteriológico);
13. Programa de erradicação do Aedes Aegypti (ponto estratégico, pesquisa de armadilha, delimitação de foco, tratamento de focos com inseticida e larvicada e bloqueio de pontos positivos);
14. Publicações de sanções na Imprensa Oficial do Município de Cotia;
15. Treinamentos e reciclagens.
Divisão de programas
Esta divisão tem o objetivo de organizar e padronizar o atendimento médico-assistencial, tanto a nível preventivo quanto corretivo, nas 22 Unidades de Saúde do Município. Para tanto, foram criados os Programas Municipais de Saúde a seguir:
§ Saúde da Criança e do Adolescente;
§ Saúde da Mulher;
§ Saúde do Adulto;
§ Saúde do Trabalhador;
§ Saúde Mental;
§ Saúde Bucal;
§ Saúde da Família.
Programas:
Limpeza e Desinfecção da Caixa D' Água
1. Feche o registro, impedindo a entrada de água na caixa ou amarre a bóia;
2. Esvazie a caixa d' água, abrindo as torneiras e dando descargas;
3. Quando a caixa estiver quase vazia, tampe a saída para que a água que restou seja usada na limpeza e para que a sujeira não desça pelo cano. Esfregue as paredes e o fundo da caixa;
4. Use somente panos e escova para a limpeza;
5. Nunca use sabão, detergente ou outros produtos;
6. Retire a água e o material que restaram da limpeza, usando pá, balde e panos, deixando a caixa totalmente limpa;
7. Deixe entrar água na caixa até encher e acrescente 1 litro de água sanitária para cada 1000 litros de água;
8. Não use de forma alguma esta água por 2 horas;
9. Passadas estas 2 horas, feche o registro ou a bóia para não entrar água na caixa;
10. Ao esvaziar a caixa, esta água servirá também para limpar e desinfetar os canos;
11. Tampe a caixa d' água para que não entrem pequenos animais ou insetos;
12. Providencie um caderno exclusivo e anote os seguintes dados: data da limpeza (a cada 6 meses) e data da próxima limpeza;
13. Finalmente, abra a entrada de água e esta já pode ser usada.
Hepatite Viral A
Agente:
Vírus da hepatite A.
Modo de Transmissão:
§ Oral - fecal, de pessoa a pessoa, por água contaminada, esgoto e alimentos contaminados.
Período de Incubação:
De 15 a 45 dias.
Sinais e Sintomas:
§ Mal estar;
§ Cefaléia;
§ Febre;
§ Falta de apetite;
§ Náuseas;
§ Vômitos;
§ Dor abdominal;
§ Fezes esbranquiçadas;
§ Urina escura;
§ Pele ictérica (amarelada).
Tratamento:
Repouso domiciliar, em média por 30 dias.
Medidas de Controle:
1. Limpeza de caixas d' água a cada seis meses;
2. Manter a caixa d' água com tampa e bem vedada;
3. Limpeza de banheiros com cloro;
4. Desinfecção das verduras e frutas com casca (uma colher de sopa de cloro para cada 1 litro de água, deixar emerso por 15 minutos);
5. Medidas de higiene e segurança para o pessoal da cozinha (unhas cortadas, cabelos presos e com touca, sapatos fechados e avental);
6. Fossa adequadamente construída e localizada (limpeza para evitar escoamento).
Observação:
O município tem 92% de toda a população atendida pela rede de água e somente 35% das residências do município pela rede de esgoto.
Cotia contra a Dengue
O que é a Dengue?
A Dengue é uma doença transmitida pelo Aedes aegypti, um mosquito que se desenvolve em água limpa e parada. O Aedes só pica durante o dia, e é, muitas vezes, confundido com um pernilongo, pois tem uma cor escura e apresenta manchas no corpo e nas patas. A sua forma de multiplicação é muito simples e rápida, e suas larvas podem estar nos lugares mais improváveis, perto de você e de sua família. Por isso, fique atento para que na sua casa não haja nenhum foco da doença.
É muito fácil evitar e combater a Dengue.
A única maneira é não deixar o Aedes aegypti nascer, atacando o seu ponto fraco: as larvas. Estas, demoram de 2 a 5 dias para se tornarem mosquitos. Enquanto isso, você ainda pode combate-las não mantendo, sem necessidade, recipientes com água, protegendo-os contra novas posturas de ovos.
Fure o fundo das latas usadas, antes de jogá-las no lixo.
Mantenha garrafas vazias de cabeça para baixo ou em locais protegidos da chuva.
Fure pneus velhos e os guarde sempre em local coberto.
Substitua a água dos vasos e pratos de xaxim por areia.
Elimine as poças de água de sua casa.
Mantenha filtros e latões de água bem fechados.
Mantenha as calhas limpas.
Caixas d'água, latões e tambores devem ficar bem fechados.
Troque, diariamente, a água de bebedouros de animais e lave-os bem com o auxílio de uma escova ou bucha.
Os sintomas
A Dengue pode atacar qualquer um. Para descobrir se uma pessoa está contaminada, estes são os principais sintomas:
§ Febre alta (passando dos 40 graus) por vários dias;
§ Dores de cabeça, no fundo dos olhos, nos músculos e nas juntas;
§ Manchas avermelhadas por todo o corpo e, em alguns casos, podendo ocorrer sangramento da gengiva e do nariz;
§ Falta de apetite e fraqueza.
A Dengue Hemorrágica, o tipo mais grave (que pode levar à morte), apresenta como sintomas iniciais os mesmos da dengue comum. Mas quando a febre acaba, começam os sangramentos, a pressão cai, os lábios ficam roxos e a pessoa alterna sonolência com agitação. Quem já teve Dengue comum e for picado novamente pelo Aedes aegypti tem grandes chances de contrair a Dengue Hemorrágica.
O que fazer quando alguém está com Dengue
A pessoa com Dengue deve ficar em repouso, beber muito líquido e só usar medicamentos para aliviar as dores e a febre. Mas cuidado: não use remédios à base de ácido acetil salicílico, como por exemplo, aspirina e AAS. Toda pessoa que apresentar sintomas da doença deve procurar um posto de saúde para obter orientação médica.
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Artigo Embratur
O PAPEL DA EMBRATUR NAS POLÍTICAS DE DESENVOLVIMENTO DO TURISMO NO BRASIL
Ailson Barbosa de Oliveira
Alyson Bueno Francisco
1. Introdução
O objetivo deste texto é fazer uma análise das políticas da Embratur, desde a sua criação como um instrumento do governo militar e as políticas de incentivos por parte do governo ao turismo brasileiro e o papel da Embratur nestas políticas.
A Embratur como um instrumento de venda e marketing das paisagens exóticas naturais como foi durante o período militar e como é atualmente, e os planos de turismo da Embratur como, por exemplo, o ecoturismo, e o turismo interno e as políticas de turismo de 2007 a 2010.
A inserção de capitais internacionais na exploração do turismo nacional com a criação dos grandes complexos hoteleiros fazendo com que as práticas nacionais de hospedagem fossem deixadas de lado para se integrar a um modo de hospedagem e padrões internacionais.
Fazer uma critica a mentalidade do turista que vem ao Brasil em busca de sexo, tentando no texto mostrar que o país não é um país promiscuo onde só tem mulheres bonitas e paisagens exóticas.
1.1. Justificativa e relevância do tema
Devido ao aumento do fluxo de turistas que vêm ao Brasil é necessário pensar quais tipos de turistas estão vindo e como iram se hospedar e quais serão os destinos desses turistas no Brasil.
Através disso pensar a importância que a Embratur tem na organização desses fluxos, analisar as políticas governamentais para o incentivo a aumento do turismo internacional e interno.
Através deste texto será possível ter uma noção de como eram as políticas do governo para atrair turistas no período militar e como são as políticas atuais de atração de turistas.
Com o aumento da degradação ambiental fica claro que um turismo consciente pode conscientizar grande parte da população na tentativa de diminuir e preservar o meio ambiente, e também podendo criar renda para as populações locais e as mesmas poderão preservar o ambiente onde vivem fazendo do ecoturismo meio de renda de sustentabilidade econômica.
1.2. Objetivos
O objetivo central deste texto é a análise do papel da Embratur na política de incentivo às atividades turísticas no Brasil.
Para isso são apresentados aspectos referentes ao papel da Embratur na criação da imagem do Brasil como um país tropical respectivo, sem contradições sociais, com belas praias e mulheres, principalmente incentivada no período ditatorial (1964-1985). Outro aspecto relevante a ser desenvolvido neste texto é as políticas de incentivo ao turismo via planos e programas. Por fim se analisa o papel da Embratur no contexto neoliberal, como Instituto subordinado ao Ministério do Turismo.
2. O papel da Embratur na produção da imagem do Brasil como receptor de turistas dos países centrais
Para fazer uma análise da Embratur na produção da imagem do Brasil, é necessário iniciar uma análise do turismo brasileiro que deve ser feita a partir da Empresa Brasileira de Turismo - Embratur, criado pelo decreto-lei n.º 55 de 18 de novembro de 1966, que define a política nacional de turismo e cria o Conselho Nacional de Turismo e a Empresa Brasileira de Turismo.
Para se entender a criação da Embratur é necessário fazer uma análise e uma contextualização histórica do período da ditadura militar. A ditadura foi uma época em que o governo brasileiro se aliava integralmente aos interesses políticos e econômicos dos Estados Unidos, com total apoio aos investimentos e à ideologia norte-americana.
Neste contexto de crescimento econômico apoiado pela ideologia desenvolvimentista, a Embratur cria uma imagem de um país com ausência de contrastes sociais agravados pelo período ditatorial, demonstrando a existência de um paraíso tropical receptivo, exótico e com belas mulheres (SANTOS FILHO, 2008).
Com isto, o poder militar no interior do estado brasileiro e por esse motivo à criação da Embratur não foi só de ordem operacional e organizativa para com o turismo, mais sim como um braço da ditadura na tentativa de se criar uma imagem positiva do país.
Com esse intuito o regime político brasileiro cria imediatamente a Embratur que em conjunto com o Ministério das Relações exteriores tentam mudar a imagem do país no exterior. Tal iniciativa se manifesta por meio da criação de mensagens publicitárias, passando a idéia de país de eterna alegria, carnaval, sol, mulheres sensuais e de país exótico.
Todo o esforço foi canalizado com a idéia de transferir parte dos fluxos do turismo internacional para o país, apostando numa publicidade de exploração da sensualidade erótica da mulher brasileira como mercadoria à disposição do turista (a publicidade feita pela Embratur sobre o Brasil leva a esse entendimento).
Essa política de incentivos só serviu para aumentar o desequilíbrio econômico e social entre as regiões brasileiras e, como sempre foi feito pelas multinacionais no território nacional, aplicar recursos sem que os mesmos, sejam em sua maior totalidade oriundos de capital próprio, mas sim, resultado de incentivos fiscais conseguidos no mercado brasileiro as custas do capital nacional.
Um efeito dessa política de incentivos foi à implantação de preceitos organizativos oriundos dos padrões da hospitalidade americana, com isso, universaliza a hospedagem nacional destruindo as formas descentralizadas de hospedagem nacional, a rede hoteleira nacional foi obrigada a enquadrar-se nos padrões e gostos não nacionais, com isso, a história foi desprezada e fomos induzidos a nos adaptar a um artificialismo que nada tem com nossa idiossincrasia.
Uma das críticas mais contundentes a respeito da Embratur foi durante o período militar na divulgação do Brasil no cenário internacional das praias e das mulheres, criando um imaginário no turista de que no Brasil a promiscuidade é natural e comum. Esse fato fez com que houvesse uma atração muito grande de turistas que vêm em busca de sexo, que foi comum no período da ditadura e perdura até hoje, pois existe no imaginário do turista aquela velha propaganda da ditadura onde há uma valorização do corpo da mulher brasileira.
Deste modo é comum atualmente, o turista vim ao Brasil em busca do turismo sexual. Este fato mantém o Brasil na posição dependente de país receptivo, fornecedor de belezas naturais e exóticas, cujas populações locais se submetem aos trabalhos gerados pelo turismo incentivado principalmente por capitais provenientes dos países centrais.
3. A Política Nacional do Turismo e os programas fomentados pela Embratur
Conforme foi destacado no item anterior, o papel da Embratur até a década de 1980 foi de criar uma imagem do Brasil a fim de captar uma demanda externa de turistas através de campanhas publicitárias. A partir da década de 1980, a Embratur passou a elaborar e incentivar programas, com prioridade ao turismo receptivo, mas com tímidas medidas em prol de incentivos ao turismo interno.
De acordo com Bursztyn (p.10), a Embratur lançou em 1987 um programa de desenvolvimento do ecoturismo, a fim de idealizar a imagem de um país tropical com os últimos resquícios de vida selvagem. De início este programa não obteve resultados satisfatórios.
Na gestão do governo Collor, a Embratur obteve o título de Instituto Nacional do Turismo, vinculado ao Ministério da Indústria, Comércio e Turismo, fortalecendo seu papel na elaboração de políticas em prol do desenvolvimento do turismo nacional. O Instituto Nacional do Turismo assume a Política Nacional do Turismo agregando os seguintes objetivos:
· “Democratizar o acesso ao turismo nacional;
· reduzir as disparidades econômicas regionais mediante a oferta de emprego e melhor distribuição da renda; e
· aumentar os fluxos turísticos, a taxa de permanência e o gasto médio do turista estrangeiro no país”. (BURSZTYN, p.10-11).
Neste contexto, a Embratur destaca o objetivo de aumento dos fluxos de turistas estrangeiros no país, e difunde a ideologia de que as atividades turísticas podem diminuir as disparidades regionais trazendo a geração de emprego e renda para certas regiões atrasadas do país.
Outra medida tomada pelo Instituto Nacional do Turismo foi à criação do Plano Nacional do Turismo (Plantur), em julho de 1992, com o intuito de aplicar as medidas estabelecidas pela Política Nacional do Turismo através de instâncias da gestão pública e da iniciativa privada.
Com a tendência de municipalização das políticas públicas, o Instituto Nacional do Turismo cria o Programa Nacional de Municipalização do Turismo (PNMT). Este programa não obteve êxito em decorrência da falta de planejamento e de recursos municipais para geração de projetos em prol do desenvolvimento do turismo local.
Em decorrência do fracasso da aplicação de programas em nível de território municipal, foram debatidas propostas para incentivo ao turismo em escala regionais. O Programa de Regionalização do Turismo - Roteiros do Brasil alavancou a geração de modelos de roteirização turística de vários lugares.
Apesar da atuação da Embratur através do fomento a programas de incentivo ao turismo principalmente receptivo, é marcante a ação de iniciativa privada na dinâmica dos investimentos ao se aproveitar da infra-estrutura e dos incentivos fiscais e legais.
4. O contexto neoliberal e a gestão descentralizada do turismo
A criação do Ministério do Turismo, em janeiro de 2003, implanta o modelo de gestão pública descentralizada ao articular propostas da Política Nacional do Turismo com os governos estaduais e municipais, integrando as políticas públicas e a iniciativa privada.
De acordo com o Plano Plurianual 2007-2010 para o turismo, a estrutura interna do Ministério do Turismo é composta:
a) Secretaria Nacional de Políticas de Turismo: compete formular, elaborar, avaliar e monitorar a Política Nacional do Turismo, de acordo com as diretrizes propostas pelo Conselho Nacional de Turismo, bem como articular as relações institucionais e internacionais necessárias para a condução dessa Política;
b) Secretaria Nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo: compete realizar ações de estímulo às iniciativas públicas e privadas de fomento, de promoção de investimentos em articulação com os PRODETUR, bem como apoiar e promover a produção e comercialização de produtos associados ao turismo e a qualificação dos serviços; e
c) Instituto Nacional do Turismo – Embratur: autarquia que tem como área de competência a promoção, a divulgação e o apoio à comercialização dos produtos, serviços e destinos turísticos do país no exterior.
Logo, o papel principal da Embratur continua sendo a divulgação do país receptivo através da divulgação de suas paisagens no exterior, cujas paisagens criadas mascaram o contraste social e a degradação ambiental.
A respeito do planejamento atual para o turismo no Brasil, as metas estabelecidas no Plano Plurianual 2007-2010 são: o aumento das viagens domésticas e do fluxo turístico interno, investimentos na logística de transportes, qualificação dos destinos turísticos e a geração de divisas, e o crescimento do setor privado com perspectivas de investimentos junto ao empresariado.
Logo, as políticas voltadas para o desenvolvimento do turismo visam dar suporte em infra-estrutura e flexibilizar as legislações a favor dos investimentos privadas nacionais e internacionais.
A Embratur, por sua vez, promove através dos meios de informação às imagens de um país disposto a oferecer serviços e produtos únicos no mercado global. Entretanto, o cenário da economia de mundialização exige a qualificação destes serviços, sendo marcante a ação dos capitais privados nos investimentos do ramo turístico.
5. Considerações Finais
A Embratur, criada no período da ditadura militar, manteve a competência de divulgação da imagem do Brasil no exterior, a fim de incentivar o papel do Brasil como um país receptor de turistas dos países centrais. Com isto, a imagem produzida pela Embratur, mascara as paisagens que demonstram os contrastes sociais e a degradação ambiental.
Além disso, é marcante a ação da iniciativa privada na criação de novas paisagens, negando os aspectos da cultura local e divulgando a imagem de um país com resquícios de paraísos naturais.
Portanto, a política de desenvolvimento do turismo no Brasil deve valorizar os patrimônios arquitetônicos, culturais e naturais, a fim de valorizar aquilo que realmente destaca as paisagens brasileiras, a heterogeneidade.
6. Referências bibliográficas
BURSZTYN, Ivan. A influência do ideário neoliberal na formação de políticas públicas de turismo no Brasil. Caderno Virtual de Turismo, v.3, n.4, p.07-12, 2003.
MINISTÉRIO DO TURISMO. Plano Nacional de Turismo 2007-2010: uma viagem de inclusão. Brasília: Secretaria Nacional de Política de Turismo, 2007.
SANTOS FILHO, João. Embratur omite a verdade sobre a história do turismo: faz uma leitura ‘politicista’ dos fatos. Disponível em: http:// www.espacoacademico.com.br. Acesso em: 25/04/2008.
Sites consultados
http://www.braziltour.com/
Ailson Barbosa de Oliveira
Alyson Bueno Francisco
1. Introdução
O objetivo deste texto é fazer uma análise das políticas da Embratur, desde a sua criação como um instrumento do governo militar e as políticas de incentivos por parte do governo ao turismo brasileiro e o papel da Embratur nestas políticas.
A Embratur como um instrumento de venda e marketing das paisagens exóticas naturais como foi durante o período militar e como é atualmente, e os planos de turismo da Embratur como, por exemplo, o ecoturismo, e o turismo interno e as políticas de turismo de 2007 a 2010.
A inserção de capitais internacionais na exploração do turismo nacional com a criação dos grandes complexos hoteleiros fazendo com que as práticas nacionais de hospedagem fossem deixadas de lado para se integrar a um modo de hospedagem e padrões internacionais.
Fazer uma critica a mentalidade do turista que vem ao Brasil em busca de sexo, tentando no texto mostrar que o país não é um país promiscuo onde só tem mulheres bonitas e paisagens exóticas.
1.1. Justificativa e relevância do tema
Devido ao aumento do fluxo de turistas que vêm ao Brasil é necessário pensar quais tipos de turistas estão vindo e como iram se hospedar e quais serão os destinos desses turistas no Brasil.
Através disso pensar a importância que a Embratur tem na organização desses fluxos, analisar as políticas governamentais para o incentivo a aumento do turismo internacional e interno.
Através deste texto será possível ter uma noção de como eram as políticas do governo para atrair turistas no período militar e como são as políticas atuais de atração de turistas.
Com o aumento da degradação ambiental fica claro que um turismo consciente pode conscientizar grande parte da população na tentativa de diminuir e preservar o meio ambiente, e também podendo criar renda para as populações locais e as mesmas poderão preservar o ambiente onde vivem fazendo do ecoturismo meio de renda de sustentabilidade econômica.
1.2. Objetivos
O objetivo central deste texto é a análise do papel da Embratur na política de incentivo às atividades turísticas no Brasil.
Para isso são apresentados aspectos referentes ao papel da Embratur na criação da imagem do Brasil como um país tropical respectivo, sem contradições sociais, com belas praias e mulheres, principalmente incentivada no período ditatorial (1964-1985). Outro aspecto relevante a ser desenvolvido neste texto é as políticas de incentivo ao turismo via planos e programas. Por fim se analisa o papel da Embratur no contexto neoliberal, como Instituto subordinado ao Ministério do Turismo.
2. O papel da Embratur na produção da imagem do Brasil como receptor de turistas dos países centrais
Para fazer uma análise da Embratur na produção da imagem do Brasil, é necessário iniciar uma análise do turismo brasileiro que deve ser feita a partir da Empresa Brasileira de Turismo - Embratur, criado pelo decreto-lei n.º 55 de 18 de novembro de 1966, que define a política nacional de turismo e cria o Conselho Nacional de Turismo e a Empresa Brasileira de Turismo.
Para se entender a criação da Embratur é necessário fazer uma análise e uma contextualização histórica do período da ditadura militar. A ditadura foi uma época em que o governo brasileiro se aliava integralmente aos interesses políticos e econômicos dos Estados Unidos, com total apoio aos investimentos e à ideologia norte-americana.
Neste contexto de crescimento econômico apoiado pela ideologia desenvolvimentista, a Embratur cria uma imagem de um país com ausência de contrastes sociais agravados pelo período ditatorial, demonstrando a existência de um paraíso tropical receptivo, exótico e com belas mulheres (SANTOS FILHO, 2008).
Com isto, o poder militar no interior do estado brasileiro e por esse motivo à criação da Embratur não foi só de ordem operacional e organizativa para com o turismo, mais sim como um braço da ditadura na tentativa de se criar uma imagem positiva do país.
Com esse intuito o regime político brasileiro cria imediatamente a Embratur que em conjunto com o Ministério das Relações exteriores tentam mudar a imagem do país no exterior. Tal iniciativa se manifesta por meio da criação de mensagens publicitárias, passando a idéia de país de eterna alegria, carnaval, sol, mulheres sensuais e de país exótico.
Todo o esforço foi canalizado com a idéia de transferir parte dos fluxos do turismo internacional para o país, apostando numa publicidade de exploração da sensualidade erótica da mulher brasileira como mercadoria à disposição do turista (a publicidade feita pela Embratur sobre o Brasil leva a esse entendimento).
Essa política de incentivos só serviu para aumentar o desequilíbrio econômico e social entre as regiões brasileiras e, como sempre foi feito pelas multinacionais no território nacional, aplicar recursos sem que os mesmos, sejam em sua maior totalidade oriundos de capital próprio, mas sim, resultado de incentivos fiscais conseguidos no mercado brasileiro as custas do capital nacional.
Um efeito dessa política de incentivos foi à implantação de preceitos organizativos oriundos dos padrões da hospitalidade americana, com isso, universaliza a hospedagem nacional destruindo as formas descentralizadas de hospedagem nacional, a rede hoteleira nacional foi obrigada a enquadrar-se nos padrões e gostos não nacionais, com isso, a história foi desprezada e fomos induzidos a nos adaptar a um artificialismo que nada tem com nossa idiossincrasia.
Uma das críticas mais contundentes a respeito da Embratur foi durante o período militar na divulgação do Brasil no cenário internacional das praias e das mulheres, criando um imaginário no turista de que no Brasil a promiscuidade é natural e comum. Esse fato fez com que houvesse uma atração muito grande de turistas que vêm em busca de sexo, que foi comum no período da ditadura e perdura até hoje, pois existe no imaginário do turista aquela velha propaganda da ditadura onde há uma valorização do corpo da mulher brasileira.
Deste modo é comum atualmente, o turista vim ao Brasil em busca do turismo sexual. Este fato mantém o Brasil na posição dependente de país receptivo, fornecedor de belezas naturais e exóticas, cujas populações locais se submetem aos trabalhos gerados pelo turismo incentivado principalmente por capitais provenientes dos países centrais.
3. A Política Nacional do Turismo e os programas fomentados pela Embratur
Conforme foi destacado no item anterior, o papel da Embratur até a década de 1980 foi de criar uma imagem do Brasil a fim de captar uma demanda externa de turistas através de campanhas publicitárias. A partir da década de 1980, a Embratur passou a elaborar e incentivar programas, com prioridade ao turismo receptivo, mas com tímidas medidas em prol de incentivos ao turismo interno.
De acordo com Bursztyn (p.10), a Embratur lançou em 1987 um programa de desenvolvimento do ecoturismo, a fim de idealizar a imagem de um país tropical com os últimos resquícios de vida selvagem. De início este programa não obteve resultados satisfatórios.
Na gestão do governo Collor, a Embratur obteve o título de Instituto Nacional do Turismo, vinculado ao Ministério da Indústria, Comércio e Turismo, fortalecendo seu papel na elaboração de políticas em prol do desenvolvimento do turismo nacional. O Instituto Nacional do Turismo assume a Política Nacional do Turismo agregando os seguintes objetivos:
· “Democratizar o acesso ao turismo nacional;
· reduzir as disparidades econômicas regionais mediante a oferta de emprego e melhor distribuição da renda; e
· aumentar os fluxos turísticos, a taxa de permanência e o gasto médio do turista estrangeiro no país”. (BURSZTYN, p.10-11).
Neste contexto, a Embratur destaca o objetivo de aumento dos fluxos de turistas estrangeiros no país, e difunde a ideologia de que as atividades turísticas podem diminuir as disparidades regionais trazendo a geração de emprego e renda para certas regiões atrasadas do país.
Outra medida tomada pelo Instituto Nacional do Turismo foi à criação do Plano Nacional do Turismo (Plantur), em julho de 1992, com o intuito de aplicar as medidas estabelecidas pela Política Nacional do Turismo através de instâncias da gestão pública e da iniciativa privada.
Com a tendência de municipalização das políticas públicas, o Instituto Nacional do Turismo cria o Programa Nacional de Municipalização do Turismo (PNMT). Este programa não obteve êxito em decorrência da falta de planejamento e de recursos municipais para geração de projetos em prol do desenvolvimento do turismo local.
Em decorrência do fracasso da aplicação de programas em nível de território municipal, foram debatidas propostas para incentivo ao turismo em escala regionais. O Programa de Regionalização do Turismo - Roteiros do Brasil alavancou a geração de modelos de roteirização turística de vários lugares.
Apesar da atuação da Embratur através do fomento a programas de incentivo ao turismo principalmente receptivo, é marcante a ação de iniciativa privada na dinâmica dos investimentos ao se aproveitar da infra-estrutura e dos incentivos fiscais e legais.
4. O contexto neoliberal e a gestão descentralizada do turismo
A criação do Ministério do Turismo, em janeiro de 2003, implanta o modelo de gestão pública descentralizada ao articular propostas da Política Nacional do Turismo com os governos estaduais e municipais, integrando as políticas públicas e a iniciativa privada.
De acordo com o Plano Plurianual 2007-2010 para o turismo, a estrutura interna do Ministério do Turismo é composta:
a) Secretaria Nacional de Políticas de Turismo: compete formular, elaborar, avaliar e monitorar a Política Nacional do Turismo, de acordo com as diretrizes propostas pelo Conselho Nacional de Turismo, bem como articular as relações institucionais e internacionais necessárias para a condução dessa Política;
b) Secretaria Nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo: compete realizar ações de estímulo às iniciativas públicas e privadas de fomento, de promoção de investimentos em articulação com os PRODETUR, bem como apoiar e promover a produção e comercialização de produtos associados ao turismo e a qualificação dos serviços; e
c) Instituto Nacional do Turismo – Embratur: autarquia que tem como área de competência a promoção, a divulgação e o apoio à comercialização dos produtos, serviços e destinos turísticos do país no exterior.
Logo, o papel principal da Embratur continua sendo a divulgação do país receptivo através da divulgação de suas paisagens no exterior, cujas paisagens criadas mascaram o contraste social e a degradação ambiental.
A respeito do planejamento atual para o turismo no Brasil, as metas estabelecidas no Plano Plurianual 2007-2010 são: o aumento das viagens domésticas e do fluxo turístico interno, investimentos na logística de transportes, qualificação dos destinos turísticos e a geração de divisas, e o crescimento do setor privado com perspectivas de investimentos junto ao empresariado.
Logo, as políticas voltadas para o desenvolvimento do turismo visam dar suporte em infra-estrutura e flexibilizar as legislações a favor dos investimentos privadas nacionais e internacionais.
A Embratur, por sua vez, promove através dos meios de informação às imagens de um país disposto a oferecer serviços e produtos únicos no mercado global. Entretanto, o cenário da economia de mundialização exige a qualificação destes serviços, sendo marcante a ação dos capitais privados nos investimentos do ramo turístico.
5. Considerações Finais
A Embratur, criada no período da ditadura militar, manteve a competência de divulgação da imagem do Brasil no exterior, a fim de incentivar o papel do Brasil como um país receptor de turistas dos países centrais. Com isto, a imagem produzida pela Embratur, mascara as paisagens que demonstram os contrastes sociais e a degradação ambiental.
Além disso, é marcante a ação da iniciativa privada na criação de novas paisagens, negando os aspectos da cultura local e divulgando a imagem de um país com resquícios de paraísos naturais.
Portanto, a política de desenvolvimento do turismo no Brasil deve valorizar os patrimônios arquitetônicos, culturais e naturais, a fim de valorizar aquilo que realmente destaca as paisagens brasileiras, a heterogeneidade.
6. Referências bibliográficas
BURSZTYN, Ivan. A influência do ideário neoliberal na formação de políticas públicas de turismo no Brasil. Caderno Virtual de Turismo, v.3, n.4, p.07-12, 2003.
MINISTÉRIO DO TURISMO. Plano Nacional de Turismo 2007-2010: uma viagem de inclusão. Brasília: Secretaria Nacional de Política de Turismo, 2007.
SANTOS FILHO, João. Embratur omite a verdade sobre a história do turismo: faz uma leitura ‘politicista’ dos fatos. Disponível em: http:// www.espacoacademico.com.br. Acesso em: 25/04/2008.
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